Após crítica de Trump, China diz que não vende petróleo ilegal à Coreia do Norte

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Porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hua Chunying, durante coletiva de imprensa em Pequim 06/01/2016

Porta-voz da China, Hua Chunying, durante coletiva de imprensa em PequimREUTERS/Jason Lee/Arquivo

A China negou hoje (29) que tenha vendido derivados de petróleo ilegalmente à Coreia do Norte, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse não estar feliz por Pequim ter permitido que petróleo chegasse ao regime de Pyongyang. A informação é da Reuters.

Na véspera, Trump disse no Twitter que a China foi “flagrada” permitindo a entrada do produto na Coreia do Norte, e que isso impedirá “uma solução amistosa” para a crise provocada pelo programa nuclear norte-coreano.

“Tenho sido suave com a China porque para mim a única coisa mais importante do que o comércio é a guerra”, disse Trump, em uma entrevista ao jornal New York Times.

Esta semana o jornal sul-coreano Chosun Ilbo citou fontes do governo local que disseram que satélites espiões dos EUA detectaram navios chineses transferindo petróleo para embarcações norte-coreanas cerca de 30 vezes desde outubro. Autoridades dos EUA não confirmaram detalhes da reportagem.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, disse a repórteres que notou reportagens recentes com insinuações de que um navio chinês é suspeito de ter transportado petróleo para uma embarcação da Coreia do Norte em 19 de outubro.

“O lado chinês realizou uma investigação imediata. Na verdade, o navio em questão não atraca desde agosto em um porto chinês e não existe registro de que tenha entrado ou partido de um porto chinês”, disse Hua. Ela afirmou não saber se a embarcação atracou em outros países, mas que as reportagens relevantes “não conferem com os fatos”.

Cooperação

Na entrevista ao New York Times, Trump vinculou a política comercial de seu governo com a China  à percepção de uma cooperação de Pequim para resolver a crise nuclear norte-coreana. Ele disse que a cooperação plena da China, vizinha e principal parceira comercial da Coreia do Norte, é vital para o sucesso da iniciativa, alertando por outro lado que todas as opções estão sendo cogitadas, inclusive as militares, para se lidar com o regime.

Pequim vem repetindo que está aplicando totalmente as resoluções contra a Coreia do Norte, apesar de Washington, Seul e Tóquio desconfiarem de que ainda existem brechas. Nesta sexta-feira (29) a Coreia do Sul disse ter apreendido um navio com bandeira de Hong Kong suspeito de transferir petróleo para a Coreia do Norte, desafiando sanções.

Uma autoridade de alto escalão da chancelaria sul-coreana disse que o navio foi apreendido quando chegou a um porto da Coreia do Sul no final de novembro.

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