Curso instrui médicos e enfermeiros para evitar morte materna por hemorragia

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Cinquenta e três médicos e enfermeiros obstetras estão participando do Curso Zero Morte Materna por Hemorragia no Pará, realizado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. O objetivo é capacitar profissionais e contribuir para a redução da morbidade e mortalidade materna causada por hemorragia pós-parto no Estado.

Composto por aulas teóricas e práticas, com carga horária de aproximadamente 16 horas, o curso foi desenvolvido pelo Centro Latino-Americano de Perinatologia (CLAP), instituição especializada da OPAS/OMS, em parceria com a Federação Latino-Americana das Sociedades de Obstetrícia e Ginecologia (FLASOG), e depois adaptado para a realidade brasileira. A hemorragia no pós-parto é a segunda maior causa de morte materna na região das Américas, perdendo apenas para complicações causadas por hipertensão na gravidez. No Brasil, o Ministério da Saúde elegeu oito Estados prioritários para receber a estratégia: Pará, Maranhão, Ceará, Tocantins, Bahia, Minas gerais, Piauí e Rio Grande do Sul.

Em Belém, o curso está sendo ministrado pelos médicos instrutores do MS/Opas Mônica Reis, Sérgio Delfino, Gabriel Osanan, Laíses Braga e Hélio Cabral, sendo que Laíses Braga e Hélio Cabral são do Pará e foram formados junto com os demais fora do Estado.

Para o médico e instrutor Hélio Cabral, a importância do curso é imensurável porque a morte por hemorragia é a segunda causa de morte materna, só perde para a hipertensão em todo o mundo. “O treinamento desses profissionais é essencial porque ainda morrem muitas mulheres no interior do Estado por causas cem por cento evitáveis. Em se tratando de mortes evitáveis, uma morte em mil é considerado um índice elevado. Então, o curso está proporcionando isso: capacitar esses profissionais, para que nas suas localidades eles façam o manejo adequado dessas pacientes, por meio de monitoramento, de ações preventivas, de forma que possam evitar as complicações tardias da hemorragia.”

Cabral também comentou sobre a importância do pré-natal. “É no pré-natal que você identifica a paciente de baixo, médio e alto risco. E a partir daí essa paciente já vai para a maternidade referenciada, principalmente aquelas que apresentam maior risco de hemorragia pós-parto. É importante um pré-natal bem feito para preparar a paciente, são coisas simples de serem realizadas e que devem ser realizadas para que ela chegue no seu hospital de referência em condições de ter um parto tranquilo, que é o nosso objetivo”, disse o médico.  

De acordo com a Coordenação Estadual de Saúde da Mulher, estão participando do curso médicos e enfermeiros obstétricos, profissionais do Hemopa, de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da região metropolitana de Belém, e do Centro do Parto Normal de Castanhal. Os profissionais participantes do curso devem se tornar multiplicadores nas suas instituições. O próximo curso deverá acontecer somente em 2018, juntamente com o Projeto Mãe Paraense, que realiza capacitação em pré-natal.




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