Fisioterapeutas falam sobre a profissão que faz a diferença na reabilitação e promoção da saúde dos rondonienses


Mário  Henrique Marrafão diz que é preciso ter paixão pela profissão

 

Eles têm uma missão especial e uma paixão em comum: a fisioterapia. Nesta sexta-feira (13), data que se comemora o Dia do Fisioterapeuta, Fabrício Teixeira, 40 anos, e Mário Henrique Elias Marrafaõ, 39 anos, destacam o fascinante desafio de fazer a diferença em centenas de vida no Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero), instituição mantida pelo governo estadual que oferece atendimento de alto nível para a promoção da saúde.

Trata, reabilita e previne afecções nos sistemas respiratórios, muscoesquelético, cardiovascular e neurológico. É assim que Fabrício define a profissão que exerce há 17 anos, mas para ele o significado de ser fisioterapeuta vai muito além.

‘‘A fisioterapia é uma profissão que você se realiza facilmente. Isso acontece ao vermos a melhora dos pacientes. A felicidade em saber que estamos promovendo uma qualidade de vida melhor para outras pessoas é o que traz satisfação’’, garante Fabrício.

O Cero está localizado na zona Leste de Porto Velho e acaba por atender um dos públicos mais carentes. Pacientes neurológicos e ortopédicos são a demanda da fisioterapia no local. Todos os casos são importantes para os fisioterapeutas, mas alguns se tornam inesquecíveis.

Cero está localizado na zona Leste de Capital e oferece tratamento para reabilitação de pacientes

Fabrício se recorda de um paciente que chegou ao Cero em uma situação muito delicada e surpreendeu pela melhora. ‘‘Era um rapaz que estava próximo ao shopping com uma turma de amigos e ele reagiu quando o assaltante tentou levar o celular da namorada dele e acabou sendo espancado’’, lembra.

As pauladas na cabeça afetou o sistema nervoso central do jovem que resultou em um traumatismo craniano. ‘‘Ele chegou ao Cero em um estado bem crítico. Estava de cadeiras de rodas, perdeu os sentidos e não tinha nenhum tipo de coordenação e um mês depois com a fisioterapia ele já estava andando e com uma boa coordenação. Ele se recuperou muito rápido’’, conta.

Mário também lembra de um caso recente que despertou a atenção pela melhora da paciente. ‘‘Ela foi vítima de arma de fogo, teve uma lesão na coluna e chegou desacreditada, mas aos poucos com o trabalho da fisioterapia ela foi ganhando movimento, está se recuperando e isso é gratificante’’, afirma Mário.

Formado em fisioterapia desde 2001 e há sete anos em Rondônia, Mário explica o que é necessário para ser um bom fisioterapeuta. ‘‘Primeiro é ter paixão pela profissão. Também é preciso saber lidar com o emocional principalmente nesta parte da reabilitação. É um tratamento multidisciplinar ’’, revela Mário.

PAPOTERAPIA

Para Fabrício, além da fisioterapia, a papoterapia é fundamental para a recuperação do paciente. ‘‘Às vezes, os pacientes chegam aqui não só com problemas físicos, mas a vida deles não está legal. Têm problemas em casa, no trabalho e têm deles que nem trabalho tem. Então, esse paciente não quer só um tratamento para dor, ele precisa de uma atenção e quando a gente dá esse suporte para ele acaba tendo um resultado mais positivo’’, avalia.

Segundo Mário, é preciso motivar os pacientes a acreditarem na reabilitação.  ‘‘Eu sempre falo para os pacientes que o sucesso do tratamento vai depender primeiro da força de vontade deles e depois entra a nossa parte como profissionais’’, conta.

Mas o que motivou Fabrício e Mário a escolherem a fisioterapia como profissão foi a parte desportiva. Eles são coordenadores da Coordenação de Serviços Médicos dos Jogos Escolares de Rondônia (Joer) em uma parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e estão sempre acompanhando os atletas rondonienses. Fabrício desde 2008 e Mário desde 2010.

Eles dão suporte para alunos em competições nas modalidades infantil, juvenil e paralímpica.  ‘‘A paralímpica é a que mais nos emociona porque vemos atletas com uma dificuldade maior para realizar o esporte, mas acabam se doando mais, fazendo tudo com mais afinco e com mais força de vontade do que muita gente e isso mexe com a gente’’, disse Fabrício.

 

Fabrício Teixeira explica que é preciso tratar mais que a dor do paciente, mas também dá suporte emocional

 

Zelar pela integridade física e promover a saúde dos atletas. Esse é o papel dos fisioterapeutas junto às delegações esportivas de Rondônia.

Eles deixam um recado para aqueles que têm interesse na profissão. ‘‘Aos jovens que têm pensando em fazer da fisioterapia também a sua profissão eu digo que a fisioterapia ainda está engatinhando, tem muito para crescer e precisamos de gente que venha somar e que realmente sejam apaixonados pela profissão porque você recebe todo o bem que faz ao paciente de volta, é muito gratificante’’, afirma Fabrício.

‘‘A profissão não é fácil, tem seus desafios, mas é preciso gostar. Quem tiver interesse em conhecer mais nós estamos à disposição aqui no Cero para que eles possam conversar conosco e observar nossos atendimentos’’, disse Mário.

Os profissionais reconhecem os esforços governamentais para valorizar os fisioterapeutas. ‘‘O governo a cada ano está melhorando, inclusive o espaço físico do Cero é muito bom. Está buscando melhorias tanto na capacitação dos profissionais quando da estrutura física’’, afirma Mário.

‘‘O Governo do Estado de Rondônia tem dado um apoio grande para a gente com um suporte efetivo para a realização do nosso trabalho, principalmente com as parcerias entre as secretárias como Sesau e Seduc. Um trabalho que está colhendo frutos seja na reabilitação de paciente no Cero ou no desporto escolar’’, disse Fabrício.

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