Morre Modiano, presidente do BNDES que iniciou privatizações dos anos 1990


O corpo do ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Eduardo Marco Modiano, foi enterrado hoje (7), no início da tarde, no Cemitério Comunal Israelita do Caju. O economista morreu nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, aos 65 anos de idade. Ele presidiu a comissão diretora do Programa Nacional de Desestatização, no governo Collor, que iniciou o processo de privatização das empresas estatais dos anos 1990, com a venda de siderúrgicas e de participações no setor petroquímico.

Modiano presidiu o BNDES entre 1990 e 1992, tendo comandado o Programa Nacional de Desestatização (PND) do governo federal, que englobou o processo de privatização de ex-estatais como a Companhia Vale do Rio Doce, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Usiminas, Petroflex, Fosfértil, Rede Ferroviária Federal (RFFSA), Light, BR-116 (Novadutra), entre outras muitas empresas.

Em depoimento ao Projeto Memória do BNDES, Eduardo Modiano afirmou que “era muito natural que o BNDES tivesse um papel muito importante, como tem até hoje, no programa de privatização que se deslanchava nos anos 90, sempre agindo com muita transparência, muita lisura e com muito conhecimento técnico e conhecimento das próprias empresas e dos setores onde essas empresas estavam”.

Modiano pediu demissão do cargo de presidente do BNDES em outubro de 1992, após o impeachment do presidente Fernando Collor. Foi substituído por Antônio Barros de Castro. Em 1993, tornou-se vice-presidente de investimentos do Banco Itamarati S.A.. Até maio de 1999, foi consultor do Banco Fonte-Cindam, no qual tinha participação. Nos últimos anos, dedicou-se a atividades privadas à frente do Grupo Modiano. É autor dos livros Da inflação ao cruzado: a política econômica do primeiro ano da nova república (1986) e Inflação: inércia e conflito (1988).

Nota do BNDES

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, lamentou hoje (7), em nota, a morte do economista Eduardo Marco Modiano. Segundo ele, Modiano foi um dos economistas mais notáveis de sua geração, “com inegáveis serviços ao desenvolvimento econômico brasileiro”.

“Eduardo Modiano foi um presidente pioneiro. Assumiu a direção do banco num momento de grande desafio: implantar a desestatização. A estrutura talentosa do BNDES deu apoio e, em 1991, o primeiro leilão aconteceu. Quanto aprendizado! Tempos difíceis, mas inspiradores. Modiano encarou o desafio. Hoje, nós honramos sua memória”, destacou Castro.

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